terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Vamos conversar - 500 Dias Com Ela

Vamos conversar!

500 Dias Com Ela


Antes de começar isso tudo deixe-me tratar com polidez. Introduzir-te: 500 Dias Com Ela

"Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) está em uma reunião com seu chefe, Vance (Clark Gregg), quando ele apresenta sua nova assistente, Summer Finn (Zooey Deschanel). Tom logo fica impressionado com sua beleza, o que faz com que tente, nas duas semanas seguintes, realizar algum tipo de contato. Sua grande chance surge quando seu melhor amigo o convida a ir em um karaokê, onde os colegas de trabalho costumam ir. Lá Tom encontra Summer. Eles também cantam e conversam sobre o amor, dando início a um relacionamento."


Agora podemos começar! Vamos lá?

"Lu, você precisa assistir esse filme" - Disse meu amigo.
Claro que eu iria assistir, ainda mais se tratando de um filme sobre romance...é....enfim.
Eu assisti ao filme, claro.
Quando me deparei com o filme percebi que seria um pouco polêmico aos meus olhos e ainda mais, como foi mesmo, quando eu fosse vasculhar críticas sobre o filme, coisa que me surpreendeu um pouco, pois me deparei com coisas que descreviam o filme como "fossa", como se Summer, a personagem principal, fosse a vilã, uma coisa que todos irão ou pensariam sobre ela. Acabando por comentários que apontavam ela como uma mulher egoísta que só ligava para si mesma sem se importar com o seu parceiro, Tom.
Um, apenas um comentário que bateu com o meu e isso me deixou muito feliz, porque precisamos ver os dois lados da moeda.


"Para começar, ele desconstrói um dos preconceitos de gênero mais arraigados que existem: nesse filme é o homem que é romântico de uma forma irrealista. É ele que idealiza o amor e espera angustiado pela “alma gêmea” que vai acabar com todos os seus dias ruins." - Eleonara Rosset 

Já se pode concluir que trata-se de um filme onde não há final feliz, mas claro, isso depende do seu ponto de vista, né?
O que é final feliz para você?
Tom foi muito feliz.
Summer foi muito feliz
Ambos terminam felizes.

[SPOILER]

Não, a Summer não é uma vadia!



"Mas, Lucas, você está defendendo a Summer?"
Na verdade, não. Eu quero fazer você ver o lado dela, pelo meu ponto de vista, porque assistimos a esse filme apenas com a visão de Tom, tornando difícil entender quem está errado.
Summer deixa bem claro para Tom que eles são apenas amigos e o que ele faz? Ele concorda. Então ele aceitou a condição de que também não queria nada sério.
Agora vem cá, por que o ser humano precisa ouvir uma palavra para se sentir seguro? Tom a todo momento precisava saber se eles estavam namorando, porque ele não se sentia seguro na relação afetiva que se encontrava com Summer.
Estar com alguém não quer dizer que você está namorando?

"Namoro significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências." - Definição

Andei notando que uma palavra transmite mais segurança do que o que a pessoa está sentindo. Poxa, isso é um pouco triste, mas vou deixar você mais seguro: Se a pessoa está com você, vocês estão na condição de namorar, porque antes e depois de falar "estamos namorando" nada vai mudar, porque o que faziam antes vão continuar fazendo agora também.
Ficou mais calmo (a) ? Tomara!

Para fechar essa parte: Antes de namorar, você precisa ser amigo!



Summer não era uma mulher egoísta que só pensava nela. Ela estava vivendo o momento dela, ela não estava preocupada como seria amanhã ou depois, porque ela estava feliz, estava feliz com quem estava ao lado dela.
"Você está feliz? Porque eu estou" - Diz Summer.
"Eu estou feliz" - Responde Tom.
Ao passar do filme você pode notar que quem está participando mais desse romance é Summer, é a que mais fala, a que mais mostra sobre o seu mundo, aquela que levou Tom "aonde ninguém havia chego antes". Só que quando você está em um relacionamento onde o outro não mostra um pouco do mundo dele fica difícil de conhecer com quem você está e com o tempo você vai cansando da situação em que isso se encontra, porque se você não fazer com que ela te mostre o mundo dela nada acontece.
Onde está aquela parte em que há um compartilhamento de experiência entre ambos? Ah, sei lá....hunf!
Ai foi simples concluir que ela estava sufocada e decidiu simplesmente voltar para a sua vida de mulher livre...ESPERA! Ela já era livre, lá no começo ela deixou claro e durante também.


Summer só quis aproveitar enquanto dura, porque sabemos que nem tudo é para sempre e amanhã não pertence a ninguém, porque é um mistério.
Summer só quis ser feliz. Ela não estava preocupada com provas de amor, ela sabia, ela estava segura do que sentia. Ela realmente era o prazer da relação, aquela pessoa que vive intensamente cada pedacinho, que vive as piadas, que vive os passeios, que vive o gosto musical, que vive as loucuras e desfruta do que não é material.
Uma coisa eu sei e aprendi: Os olhos não mostram o que realmente existe dentro de alguém, mas sim o nosso coração e a razão que nos mostram o que os olhos não podem ver, sentimento!



Tom, se você odeia a Summer, pois eu quero te dizer uma coisa: EU A AMO!


Viu? A Summer não era uma vadia!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Vamos conversar - Cidades de Papel

Vamos conversar!

Cidades de Papel



Alguns dias atrás estava com uma ideia de falar sobre o filme: Cidades de Papel. Mas por que essa ideia me surgiu? Simples, eu estava ouvindo diversos comentários de pessoas que se arrependeram com o final do filme, pois não era o que eles esperaram...

Calma! Vamos tentar "reconfigurar" isso!

Uma introdução sobre a obra: Cidades de Papel

"Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia."





Agora que fomos propriamente apresentados vamos ao que interessa. [Spoiler]


Q tem uma paixão platônica por Margo, mas como, pelo filme, olhamos apenas através de Q, não conhecemos ao certo muito sobre Margo, apenas que ela é uma garota misteriosa e gosta de aventuras. Pelo motivo de não sabermos quem ela realmente é que surge a indignação das pessoas que se surpreenderam com o final.

Na noite em que saem para fazer a incrível vingança de Margo contra o seu namorado, o qual a traía com a melhor amiga, eles terminam por irem em um lugar onde Margo considera, um lugar onde ela podia ver tudo, o lugar onde ela comenta sobre as famosas "cidades de papel" e também sobre as pessoas de papel que nela vivem.
Q acredita que por ela ter o procurado fez com que essa fosse a chance dele de tentar algo, correto? Acredito que sim, porque se não as pessoas não ficariam arrependidas pelo resultado de pensarem dessa maneira.




Agora deixe um pouco o Quentin de lado e pense um pouco no lado de Margo.
Ela tinha sido traída duas vezes, uma por seu namorado e outra pela sua melhor amiga, que de melhor não tinha nada.
Esse acontecimento fez Quentin pensar que seria sua oportunidade de tentar algo com Margo? Por um minuto ele pensou na possibilidade de quão frágil ela se encontrava?
Ela não tinha mais em quem confiar.
Ela precisava de um ombro amigo para chorar, mas não é esse chorar, ela precisava esquecer e, para quem já passou por essas situações em um relacionamento sabe, ela apenas mascarou, embora não precisamos demonstrar para saber que estamos destruídos por dentro.
Vale lembrar, para aqueles que prestaram atenção no filme, em nenhum momento Margo demonstra que ela está a fim de Quentin ou que ela deu alguma permissão para ele pensar isso. Ele próprio se iludiu, criou essa ilusão em sua cabeça, esperando muito dela sem antes ter certeza se podia se agarrar nisso.




Infelizmente, acontece muito, mas Quentin confundiu as coisas. Um gesto de amizade vindo de Margo fez ele pensar que seria sua oportunidade para tentar algo, sem antes pensar nos sentimentos dela.
Não foi porque ele viajou para tão longe à procura dela que isso deveria ter um final feliz. Embora isso seja um ponto de vista. ( O que é um final feliz para você e o que é para outra pessoa?)
Eu gostei do final, gostei que ela não ficou com ele, porque isso estimula nosso psicológico e nos prepara para situações diversas.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ponderando as palavras

Eu posso dizer o que eu quiser, porque tenho direito de me expressar e essa é a forma da qual me sinto bem dizendo tudo o que penso sem filtrar minhas palavras. Se vai atingir alguém ou não aí é problema de quem ouvir e interpretar da maneira que entendeu, errada ou certa vai de cada um absorver o que foi necessário.

É mesmo? Agora se coloque no lugar dessa pessoa, calma, melhor, seja aquele que irá receber tais palavras e me diga como foi sua experiência.

Boa ou ruim lhe digo o mesmo, foi bom? Acredito que teria sido se tivessem sido de maneira diferente.

Seria tão simples ser a pessoa alvo para qual estaremos nos dirigindo para mediar nossas palavras, escolher as melhores palavras, aquelas que sabemos que soará de forma sútil, gentil, menos ofensiva, hostil ou outras maneiras negativas que possam ter esse peso quando somos atingidos por palavras que poderiam ter sido melhor colocadas.
Temos o direito de dizer, mas também precisamos estar abertos a receber, um dia, aquilo que dizemos.


A mudança começa conosco sem esperar que venha dos outros, pois só assim nos colocaremos no lugar das pessoas, seja para dizer ou quando ouvir algo. 

       "Palavras machucam mais que uma faca"